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19/03/2009

Exercício Exposto na Aula (18/03)



Jornal Folha de São Paulo
Edição de Domingo, 15 de março de 2009

Caderno: “Ilustrada”
Página E6

Matéria: “Para Clint, “Gran Torino” é obra sobre tolerância”



A matéria noticia o prêmio “Palma de Ouro” ganho pelo diretor e ator Clint Eastwood por toda a sua obra no cinema. A notícia faz referência a toda a carreira do ator e diretor, citando também o novo filme “Gran Torino” que é o assunto da entrevista concedida no dia da premiação à Folha nesta mesma edição.

Coluna de Opinião (Análise/o ator)

Em uma linguagem simples, o crítico Sérgio Rizzo analisa a carreira de Clint como ator. Utilizando de uma antiga crítica negativa feita pela falecida Pauline Kael da “New Yorker” que dizia que Clint “não é um ator que dificilmente alguém poderia chamá-lo de mau ator”, Sérgio constrói sua crítica de uma maneira confrontante com esta.
Para o crítico da Folha, Kael se baseia erroneamente na idéia de que atores de cinema precisam utilizar da técnica de atores de teatro na qual o espectador deve ser levado a esquecer-se de que há um ator à sua frente tamanha a profundidade da interpretação em cena. Os atores cinematográficos, segundo Sérgio, podem ser encarados como “modelos”, definição dada por Bresson e Hitchcock, ambos cineastas.
O argumento de maior força usado por Sérgio é de que o sucesso de um ator como Clint não está no seu modo de interpretar os personagens, mas sim do reconhecimento do ator pelo público, algo tão evidente na carreira do ator premiado e que rendera a ele 54 anos de uma carreira bem-sucedida que está longe de beirar o seu fim.

Em comparação com a matéria, a coluna de opinião apresenta uma linguagem mais característica e envolvente, fazendo com que o leitor se prenda ao texto e o leia até o final. Observa-se que neste tipo de reportagem é muito difícil os colunistas construírem uma crítica negativa, pois o assunto não propõe polêmica.